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      <title>.simples.assim.</title>
      <link>http://www.simplesassim.com/blog/</link>
      <description>...porque fotografar é comer com os olhos.</description>
      <language>pt</language>
      <copyright>Copyright 2008</copyright>
      <lastBuildDate>Fri, 08 Aug 2008 19:58:42 -0200</lastBuildDate>
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         <title>now boarding</title>
         <description><![CDATA[<p><em><strong>now boarding</strong></em></p>

<center><img alt="gigvix.jpg" src="http://www.simplesassim.com/blog/gigvix.jpg" width="380" height="605" /></center>]]></description>
         <link>http://www.simplesassim.com/blog/2008/08/now_boarding.php</link>
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         <category>day by day</category>
         <pubDate>Fri, 08 Aug 2008 19:58:42 -0200</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>5 anos!</title>
         <description><![CDATA[<p><strong>pai babão</strong> Hoje a <a href="http://www.revistaparadoxo.com">Paradoxo</a> faz <a href="http://blog.revistaparadoxo.com/?p=127">5 anos</a> ;¬]</p>]]></description>
         <link>http://www.simplesassim.com/blog/2008/08/5_anos.php</link>
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         <category>jornalismo</category>
         <pubDate>Thu, 07 Aug 2008 19:04:21 -0200</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>antes de tudo</title>
         <description><![CDATA[<center><img alt="sp1.jpg" src="http://www.simplesassim.com/blog/sp1.jpg" width="397" height="265" />
</center>

<p><strong>antes de tudo </strong>Era uma noite daquelas, de meio de semana, em que tudo o que se pode fazer é dar uma volta com os amigos ou ir ao cinema. Já passava das 19h, e ele estava atrasado. O filme começaria em dez minutos e ela ainda o aguardava no saguão. Em seu rosto, nem sinal de ansiedade ou resignação. Já tinha os ingressos na mão. Se ele - que não era nada seu e nada a ela devia - não chegasse, o azar era o dele; ela realmente queria assistir àquele drama. Sozinha ou acompanhada. Não se importava, ainda que tivesse se vestido como quem se importaria muito com um possível desencontro. Não... ela se importaria, sim.</p>

<p>Enquanto esperava, preferiu não se sentar. Não queria amassar o seu vestidinho azul escuro que fazia par com aquelas sapatilhas pretas lustrosas que ganhara de um amigo em seu último aniversário. Escorada na bancada da <em>bomboniere</em>, de frente para a entrada do local, contava os degraus da escada que dava em uma das salas de projeção. Recusava-se a olhar para o relógio de cinco em cinco segundos.</p>

<p>Esbaforido, ele surgiu do outro lado da rua. O trânsito era intenso, o semáforo era distante e ele, que olhava de um lado para o outro, parecia que nunca conseguiria atravessar. Ela o observava pela porta de vidro e achava divertido o semblante irritadiço de alguém que se sentia ilhado do lado de lá a esta altura do campeonato. E achava bonitinho e engraçado o bagunçar de seus cabelos pelo vento frio e certeiro que batia na cidade durante aquela noite de setembro.</p>

<p>Quando enfim entrou, veio sorrido e se desculpou - entre um beijo e outro dos ainda formais cumprimentos - pelo atraso. Era mesmo difícil achar uma vaga naquela área. Mesmo atrasado, ele insistia em comprar um saco de pipoca e refrigerantes para os dois. As opções dela ante a cena eram aceitar, sentar e aguardar, ou aceitar, acompanhá-lo à fila e aguardar. Ela ficou com a primeira.</p>

<p>Daquele banco marrom, no centro do salão, o observava em seu jeans-camiseta-tênis-mãos-no-bolso milimetricamente arrumado para figurar o ar displicente que passava. Naquele momento, ela pôde ver tudo. Viu que iriam se beijar aos 47 minutos do filme - já que beijo ela negara naquela noite em que se conheceram, na festinha íntima que rolou na casa de uma amiga no sábado anterior. Viu que se apaixonaria perdidamente pelo sorriso daquele rapaz de poucas - mas belas - frases. Que passeariam de mãos dadas pelo seu bairro em domingos de sol e ririam um do outro por motivos que nem eles saberiam quais, mas que fariam todo sentido naquele instante. Viu-se dali a pouco mais de mês deitada, nua, ao seu lado, naquela manhã abafada de sábado. Desperta, observaria seus traços e respiraria no compasso do levantar e abaixar do peito dele.</p>

<p>Dali a poucos meses, ela podia ver: discutiriam aos berros pelos corredores do seu apartamento, chorando histéricos sem saber muito bem porquê. Mas logo, logo, enternecidos por aquela paixão toda, renderiam-se à reconciliação. Ela cozinharia um jantar rápido, de camisetão e calcinha, enquanto ele lia uma revista qualquer e preparava o quarto para o filme que veriam juntinhos em seguida.</p>

<p>Sentada ali, olhando para ele a esperar por um saco de pipocas, ela via o quão feliz seria ao seu lado, ouvindo todas aquelas inconseqüentes palavras dos apaixonados, todas aquelas frases verdadeiras quase mentirosas. Viu o quanto gostaria daquilo e corresponderia à altura. Viu as cartas de amor que receberia e as poucas respostas que ensaiaria, mas que acabariam esquecidas no fundo de uma de suas gavetas, lá bem dentro.</p>

<p>Ela o mostraria que a vida vale a pena e que cada minuto que passa é um minuto que se perde, mas também é um minuto que se renova. Anseios para quê, então? Ele a ensinaria a ler olhares. E a entender as entrelinhas, mesmo que o roteiro de suas vidas fosse escrito em cadernos de pauta dupla.</p>

<p>Ele salgava a pipoca e pedia duas sprites quando ela viu o quão ensandecido ele se tornaria no meio daquela relação. Viu também como ela não suportaria se imaginar sem ele nem imaginá-lo na companhia de outra, mesmo que num passado empoeirado de caixas de sapato no alto do armário. Tornariam-se doentiamente obsessivos pela idéia da perda que se esqueceriam dos seus atuais direitos de posse.</p>

<p>Naqueles últimos segundos de voyeurismo mediúnico que lhe restavam, ela viu o quão desesperado ele ficaria com a tragédia que se anunciava; eram poéticos demais, sonhadores demais. E ela se viu impotente com uma mão cheia do amor que sentia e a outra vazia por conta da erosão dos medos.</p>

<p>Com as mãos ocupadas, ele se aproximava apressado, trazendo no rosto o sorriso cálido que a encantaria minutos depois. Ela se levantou. Beijou-o suavemente nos lábios com a intimidade de uma esposa e sussurrou em seu ouvido que precisava fazer-lhes um grande favor. </p>

<p>Virou as costas e fugiu segurando forte a alça da sua bolsa e pedindo a Deus que jamais se arrependesse de ter acreditado em sua própria novela das oito.</p>]]></description>
         <link>http://www.simplesassim.com/blog/2008/07/antes_de_tudo.php</link>
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         <category>contos</category>
         <pubDate>Thu, 31 Jul 2008 23:35:05 -0200</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>&apos;primeiro ano do resto da minha vida&apos;</title>
         <description><![CDATA[<p><img alt="riodejaneiroriodejaneiroblog.jpg" src="http://www.simplesassim.com/blog/riodejaneiroriodejaneiroblog.jpg" width="400" height="284" /><br />
<strong>'primeiro ano do resto da minha vida' </strong>Hoje faz um ano que me mudei para o Rio. E é óbvio: o novo, depois que cai na rotina, perde todo o seu glamour. A "Cidade Maravilhosa" de Manoel Carlos e seus amigos fica só na TV e nas campanhas institucionais da prefeitura. Mas, é claro, morar aqui tem lá o seu charme e o seu valor.</p>

<p>Acordar de manhã, num dia frio de céu azul e sol forte do inverno carioca, e dar de cara com o Cristo Redentor, lá no alto; estar sempre rodeado de verde; ter sempre por perto uma paisagem-cartão-postal para apreciar; querer fazer algo sem gastar dinheiro e ter o prazer de ser feliz por apenas dar uma volta na Lagoa; ter sempre uma programação cultural ao seu dispor, por mais que você quase não tenha tempo para curti-la; saber que a praia e o mar está logo ali, ainda que você não tenha mais aquela vontade toda de torrar ao sol; poder esticar a mão e ter um táxi à disposição, ao estilo Manhattan dos Trópicos...</p>

<p>Mas a eterna sensação de insegurança e o caos urbano incomodam bastante. O carioca vive com medo - e isso já é quase um clichê. Você encosta em alguém para perguntar as horas e a pessoa se encolhe, se retrai, com cara de susto no primeiro momento. Por falar no carioca, ah o carioca... por aqui, a cultura do malandro - enaltecida pelos meios e institucionalizada pela cidade - está tão arraigada ao dia-a-dia das pessoas que elas já nem percebem. Fato é que, por aqui, a sensação é de que é preciso estar sempre <em>ligado </em>ou algum "esperto" vai te passar para trás: seja no táxi, que, enquanto o taximetro está sendo reajustado, cobra via tabela... e vai que a tabela foi alterada?, seja o não-respeitar de filas em locais públicos, por exemplo. O senso de coletividade, por essas bandas de cá, se perdeu - <em>"farinha pouca, meu pirão primeiro", sabe como?</em></p>

<p>No <em>carioca way of life</em>, as relações são, quase sempre, superficiais. Não saem da mesa de bar, não sobem o elevador. Todo mundo conhece todo mundo, mas amigo mesmo, são de poucos.</p>

<p>Afora isso, há também outra grande característica da vida por aqui: a impaciência e a brutalidade com a qual as pessoas lidam com o trânsito e o caso de amor que eles têm com a buzina de seus carros. É impressionante, e até irritante, como grande parte dos cariocas são incapazes de pensar no outro quando sentam à frente de um volante. Ligue a seta para mudar de pista e você vai ver o motorista da pista ao lado acelerar imediatamente. Reduza para entrar na rua transversal e logo verás o "castigo" do farol alto do carro de trás refletir em seu retrovisor. E os motoristas de ônibus? Esses dispensam comentário. Mas o mais engraçado de tudo isso é que eles adoram criticar, xingar e até se irritar com coisas no trânsito que eles mesmos fazem. E quando fazem e são xingados ou repreendidos, acham ruim. Hahaha! É quase divertido notar. <em>Quase.</em></p>

<p>De qualquer forma, a cidade é apaixonante. Desde a primeira vez que vi o Rio de cima e escutei "Em instantes pousaremos no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão" na cabine, a trilha sonora involuntário na cabeça começa a tocar: <em>Rio, seu mar / Praia sem fim / Rio, você foi feito prá mim.</em></p>

<p><object width="400" height="349"><br />
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/W8a0-yEY9gs&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01&amp;border=1"></param><br />
<param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/W8a0-yEY9gs&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="400" height="349"></embed></object></p></p>]]></description>
         <link>http://www.simplesassim.com/blog/2008/07/primeiro_ano_do_resto_da_sua_vida.php</link>
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         <category>crônicas</category>
         <pubDate>Wed, 23 Jul 2008 13:25:38 -0200</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Das suturas às cordas</title>
         <description><![CDATA[<p><strong>das suturas às cordas </strong>Jorge Dexler é uruguaio. Largou a medicina para se dedicar a música. Conheci hoje, quando <a href="http://www.ticcia.com">Ticcia</a> me sugeriu umas músicas.</p>

<p><em>"No tengo a quien rezarle pidiendo luz / Ando tanteando el espacio a ciegas / No me malinterpreten / No estoy quejándome / Soy jardinero de mis dilemas. [...]"</em></p>

<p><object width="400" height="325"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nxYrbw9hu9o&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x234900&color2=0x4e9e00&border=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/nxYrbw9hu9o&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x234900&color2=0x4e9e00&border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="400" height="325"></embed></object></p>]]></description>
         <link>http://www.simplesassim.com/blog/2008/07/das_suturas_as_cordas.php</link>
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         <category>música</category>
         <pubDate>Tue, 15 Jul 2008 17:00:30 -0200</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>jelly flower</title>
         <description><![CDATA[<p><strong>jelly flower</strong><br />
<center><a href="http://www.flickr.com/photos/markmark/2648521366/" title=".jelly.flower. por !mark no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3293/2648521366_c9c904f745.jpg" width="341" height="500" alt=".jelly.flower." /></a></center></p>]]></description>
         <link>http://www.simplesassim.com/blog/2008/07/jelly_flower.php</link>
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         <category>fotos</category>
         <pubDate>Thu, 10 Jul 2008 00:52:34 -0200</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>grávida por um dia</title>
         <description><![CDATA[<p><strong>grávida por um dia</strong> Hoje uma amiga - maluca, diga-se de passagem - comoveu uma "multidão" com sua gravidez. Soltou a notícia no meio da mailing de alunos do seu curso de faculdade e em pouco mais de uma hora já tinha gente até de fora do país a parabenizando [ou dando esporro!]. Só que era tudo uma brincadeira. E ela se saiu muito bem: "Pensa só. Sou brasileira e tenho o direito de enganar o País uma vez na vida sem ser presa por isso, pô". <br />
Hahaha. Muito bom!</p>]]></description>
         <link>http://www.simplesassim.com/blog/2008/07/gravida_por_um_dia.php</link>
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         <category>day by day</category>
         <pubDate>Tue, 08 Jul 2008 20:27:36 -0200</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Ao Recife</title>
         <description><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/markmark/2533567251/" title=".morro.do.careca. por !markmark, no Flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2177/2533567251_eb68d35de3_m.jpg" width="240" height="160" alt=".morro.do.careca." align="right"/ hspace="10"></a><strong>ao recife </strong>A primeira vista que tive do Recife, ainda de dentro daquela baleia branca voadora, foram os arranha-céus. Há anos de minha última passagem pela cidade, não podia dizer "oh, como cresceu" - não é de hoje que Recife é uma metrópole, é verdade. Mas o fato de nunca ter reparado naquele jardim de espigões me chamou a atenção ali do alto, rumo aos Guararapes. <em>"Favor retornar o encosto de sua poltrona à posição vertical e observar os avisos luminosos de apertar cintos".</em></p>

<p>O aeroporto, onde já fiz intermináveis conexões calorentas em inícios e fins de férias de verão, agora é outro. Irreconhecível. O arquiteto foi muito feliz por ali. Soube aproveitar tão bem a luz natural que é abundante naquelas terras ensolaradas. Se não fosse a movimentação corrida de gente e suas malas, para cima e para baixo, seria até mesmo possível se esquecer de estar num aeroporto. <em>"A Infraero anuncia a chegada do vôo GOL 1916".</em></p>

<p>Sem bagagens nem nada. Nas mãos, apenas a espera da hora do próximo vôo, procurei um restaurante, mas o almoço não foi dos melhores. Pouco importava. Eu estava ali e estava rumo a uma surpresa. Ou melhor, a fazer uma surpresa - ser surpreendido é tão bom, mas também gosto tanto de pensá-las. Sentado ali, com metade do prato posto à escanteio, finalizava a coca-cola, checava o falatório online e ensaiava ler uma revista. Lembrei que naquela terra, além de parentes distantes, tinha alguns amigos. Mandei uma mensagem de celular para uma, que estava prestes a casar. Só para avisar que estava por ali.</p>

<p>Sentado ali, deu saudade das viagens de verão, das férias ao fim do ano. Viagem de família. Era tudo tão divertido. Planejar, fazer calendário de cartolina e canetinha, ir marcando os dias...  O tempo passou e isso vai ficar no passado, como lembrança boa, fotografia velha, álbum com cheiro de guardado na casa dos pais.</p>]]></description>
         <link>http://www.simplesassim.com/blog/2008/07/ao_recife.php</link>
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         <category>crônicas</category>
         <pubDate>Sun, 06 Jul 2008 23:55:39 -0200</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>nota mental</title>
         <description><![CDATA[<p><strong>nota mental </strong>Amanhã eu vou escrever aqui. Qualquer coisa.</p>]]></description>
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         <category>day by day</category>
         <pubDate>Sat, 05 Jul 2008 23:55:30 -0200</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>sete anos de blog - abrindo o baú - parte 4 final</title>
         <description><![CDATA[<p><strong>sete anos de blog - abrindo o baú - parte 4 final</strong> Infelizmente, a programação para o mês de aniversário [hein?] do blog [16/06] nã rolou como esperado. Mas ainda é dia 30, ainda é junho. Vamos ao último post 'comemorativo' deste buraco que, hoje, está às moscas.</p>

<p><strong>30.06.2003</strong><br />
Voltando de casa para a escola, no início da tarde, achei um aviãozinho de folha de caderno jogado no meio fio. Parei, peguei, lancei no ar e lembrei-me um pouco da minha infância, de como eu era aficcionado por avião. De como eu adorava passar tardes e mais tardes no aeroporto no trabalho do meu pai. Muitas vezes sem fazer nada - isso julgo agora porque para criança sempre há o que se fazer. Era legal!<br />
<em>Por mark - 17:03</em></p>

<p>###</p>

<p><strong>30.06.2006</strong><br />
<strong><em>headspinning </em></strong>De repente um <em>boom </em>na vida. De repente o improvável acontece e começa a tomar solidez assim, frente a frente com você. ...assim, à luz do dia, na frente dos seus olhos. O curioso mesmo é como o improvável, mesmo que aguardado por anos e anos, pode assustar e mexer tanto com a cabeça da gente. Cabeça e coração. E estômago, claro!<br />
E em um instante você quer tudo ao mesmo tempo; tudo isso agora; tudo ao mesmo tempo agora. E em um outro instante você já não quer nada, você vacila e fraqueja. Num outro momento houve palavras de força e de realidade e se revigora, mas o estômago, ah o estômago... esse continua ali, imutável, magnânimo. Tudo isso para te lembrar que o <em>boom </em> está aí, por vir. A perda de apitite se degladiando com o roncado da fome e a sua cabeça passa a não saber mais o que quer: come? <em>Não quero! </em>Não come.<em> Preciso!</em><br />
<center><img alt="paraoaltoeavante.jpg" src="http://www.simplesassim.com/blog/paraoaltoeavante.jpg" width="400" height="168" /></center><br></p>

<p>###</p>

<p><strong>30.06.2007</strong><br />
<strong><em>poverino </em></strong>Um blog abandonado pela correria ensandecida de seu dono :/</p>

<p>###</p>

<p><strong>30.06.2002</strong><br />
<em>"Deus sempre perdoa<br />
As pessoas, às vezes, perdoam<br />
A natureza nunca perdoa"</em></p>

<p>PERDÃO não é um passado esquecido... É um passado tratado!</p>]]></description>
         <link>http://www.simplesassim.com/blog/2008/06/sete_anos_de_blog_abrindo_o_bau_parte_4_final.php</link>
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         <category>blogs</category>
         <pubDate>Mon, 30 Jun 2008 15:44:31 -0200</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>tudo o que eu queria</title>
         <description><![CDATA[<p><strong>tudo o que eu queria</strong><br />
era ser entendido</p>]]></description>
         <link>http://www.simplesassim.com/blog/2008/06/tudo_o_que_eu_queria.php</link>
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         <category>sentimentos</category>
         <pubDate>Sat, 28 Jun 2008 03:36:25 -0200</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>30 days on words</title>
         <description><![CDATA[<p><a href="http://wordle.net/gallery/wrdl/33435/last30days" title="Wordle: last30days"><img src="http://wordle.net/thumb/wrdl/33435/last30days" style="padding:4px;border:1px solid #ddd"></a><br />
</p>]]></description>
         <link>http://www.simplesassim.com/blog/2008/06/30_days_on_words.php</link>
         <guid>http://www.simplesassim.com/blog/2008/06/30_days_on_words.php</guid>
         <category>internet</category>
         <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 14:33:35 -0200</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Sete anos de blog - abrindo o baú - parte 3</title>
         <description><![CDATA[<p><strong>sete anos de blog - abrindo o baú - parte 3</strong><br />
<strong><br />
[6.6.03]<br />
Perdeu a graça</strong><br />
Que a briga SBTxGLOBO e grande e vem de longa data, todo mundo sabe. Mas nunca pensei que fosse chegar a tal ponto.<br />
Como a Warner tem um acordo de exclusividade com o SBT que vai até 2008, o SBT se achou no direito e mandou retirar na grade da Globo os desenhos Scooby-Doo e The Flintstones. Em represália, a Globo - que por sua vez tem contratos com a Universal e a FOX - exigiu a migração de Pica-Pau e Os Simpsons para a sua grade de programação.<br />
Agora me diz, vai ter graça assistir Pica-Pau na Globo... Pica-pau sempre foi a cara do SBT por quase duas décadas.<br />
Pelamor de Deus! </p>

<p><b><center># # #</center></b></p>

<p><strong><br />
[6.6.06]</strong><br />
<strong>"ah não. Isso não!" </strong>Só de pensar em ter que refazer documento por documento, sustar cheques, cancelar cartões, esperar novos chegarem... me deu muita raiva. Daquelas que te fazem socar a parede com dentes cerrados. <br />
Saíndo do trabalho hoje, procurei por minha carteira para ir almoçar e nada. E realmente não me lembrava de ter trazido, mas também nem me lembrava de onde poderia estar. Sem dinheiro, vim direto pra casa e fiz um lanche qualquer. Procura aqui, pergunta ali e nada! <br />
Agora a noite, chegando em casa de novo, a carteira estava sobre o laptop. Alguma boa alma dessa casa achou e previu o desespero. Deve ter sido isso.<br />
<em>Whatever, Thank you, God!</em></p>

<p><b><center># # #</center></b></p>

<p><strong>[6.6.02]</strong><br />
A volta de mamãe de Salvador acabou sendo antecipada, ela chegou ontem de noite. Disse que curtiu muito e adorou o tal Costa do Sauípe. Papai chega só no Sábado, pois o vôo dele acaba na sexta. Recebi meu presente... ele comprou o livro "O Mundo de Sofia"... Muuuuito bom!</p>

<p>A saudade é sempre boa, né!? Claro que senti saudades de mamãe, mas ela mal chegou e já foi se estressando a tôa sabe... Tem horas que isso me irrita! Por que ela não tenta ser mais paciente e prezar mais pela paz no lar dela!? </p>]]></description>
         <link>http://www.simplesassim.com/blog/2008/06/abrindo_o_bau_parte_3.php</link>
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         <category>day by day</category>
         <pubDate>Fri, 06 Jun 2008 23:29:11 -0200</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Sete anos de blog - abrindo o baú - Parte 2</title>
         <description><![CDATA[<p><strong>sete anos de blog - abrindo o baú - parte 2</strong></p>

<p><strong>[05.6.03]</strong><br />
<strong>"Não, muito obrigado!</strong><br />
Comecei o ano com uns propósitos novos e então, quando cheguei de férias, resolvi escrever para as centrais de voluntariado aqui da cidade e me candidatar.<br />
Recebi hoje, quase quatro meses depois uma resposta negativa! É possível isso!? Eles agradeceram muito mas alegaram que acreditam que os grupos estão "super-lotados" e sem uma estrutura apropriada para receber mais pessoal. Fiquei de cara! Seeempre pensei que ajudar nunca é demais! Mas tudo bem..."</p>

<center># # #</center>

<p>[05.06.2006]<br />
<strong>puta mulé escrota </strong>"Se estou milionária? Bem, não vou lhe dizer de quanto é o meu cachê, se não você vai comparar com seu salário de jornalista, aí vai ficar fulo da vida comigo e largar esta entrevista antes de ela começar", disse Ivete, a repórter que a entrevistou para a Revista Contigo.</p>

<p><em>Tomara que morra de overdose! É inveja não, fío... é raiva dessa inversão de valores nesse Paiséco</em>.</p>

<center># # #</center>

<p><strong>o inferno é verde e amarelo </strong>A Copa do Mundo. Ok, eu já fui muuuuito mais interessado neste assunto. Hoje, a real é que não aguento mais ouvir falar disso. Mas talvez não seja culpa do assunto em si, mas dessa histeria pré-copa que a mídia faz. Ontem de noite, num restaurante que jamais teria uma televisão, mas que lá está por conta da... Copa, de relance pude ver como os comerciais do horário nobre estão insuportavelmente verde e amarelo. </p>

<p>Ainda assim, para quem tiver à tôa na rede, vá alimentar a eterna rivalidade entre Brasil e Argentina <a href="http://www.quemeomelhor.com.br/">lá</a>. O engraçado desses joguinhos virtuais é que você demora a achar o "buraco", mas quando acha, acerta um atrás do outro. Máquinas...</p>

<p><em>PS: Meu Deus, desculpe-me pelo sacrilégio brasileiro confessado neste </em>post<em>. Se for me castigar, tudo bem, contanto que não seja sonhar com a voz do Galvão Bueno narrando meu sono.</em></p>]]></description>
         <link>http://www.simplesassim.com/blog/2008/06/sete_anos_de_blog_abrindo_o_bau_parte_2.php</link>
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         <category>day by day</category>
         <pubDate>Thu, 05 Jun 2008 02:08:22 -0200</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Sete anos de blog - abrindo o baú</title>
         <description><![CDATA[<p><strong>sete anos de blog - abrindo o baú </strong>Este mês, este meu blog pessoal faz 7 anos - apesar dos trancos e barrancos dos últimos meses.<br />
Resolvi fazer uma retrospectiva dos junhos da minha vida ao longo desses anos.</p>

<p><br />
<b>[04.06.2006]</b><br />
<strong>tchururu </strong><em>Today I had a "date", and that was cool. <br />
I know her since 2001, when we started to be penpal. Now she is here, like in vacations. In this afternoon, we went out for a walk, coco nut water and stuff. That was really nice.</em></p>

<p><strong>someday we'll know</strong><br />
<i>Ninety miles outside Chicago<br />
Can't stop driving, I don't know why<br />
So many questions, I need an answer<br />
Two years later you're still on my mind</p>

<p>Whatever happened to Amelia Earhart?<br />
Who holds the stars up in the sky?<br />
Is true love just once in a lifetime?<br />
Did the captain of the Titanic cry?</p>

<p>Someday We'll Know<br />
If love can move a mountain<br />
Someday We'll Know<br />
Why the sky is blue<br />
Someday We'll Know<br />
Why I wasn't meant for you</p>

<p>Does anybody know the way to Atlantis?<br />
Or what the wind says when she cries?<br />
I'm speeding by the place that I met you<br />
For the ninety-seventh time... tonight</p>

<p>Someday We'll Know<br />
If love can move a mountain<br />
Someday We'll Know<br />
Why the sky is blue<br />
Someday We'll Know<br />
Why I wasn't meant for you</p>

<p>Yeah, yeah, yeah, yeah</p>

<p>Someday We'll Know<br />
Why Samson loved Delilah<br />
One Day I'll go<br />
Dancin on the moon<br />
Someday You'll Know<br />
That I was the one for you</p>

<p>I bought a ticket to the end of the rainbow<br />
i watch the stars crash into the sea<br />
If I could ask God just one question...<br />
Why aren't you here with me?...tonight</p>

<p>Someday We'll Know<br />
If love can move a mountain<br />
Someday We'll Know<br />
Why the sky is blue<br />
Someday We'll Know<br />
Why I wasn't meant for you</p>

<p>Yeah, yeah, yeah, yeah</p>

<p>Someday We'll Know<br />
Why Samson loved Delilah<br />
One Day I'll go<br />
Dancin on the moon<br />
Someday You'll Know<br />
That I was the one for you </I></p>

<center><object width="350" height="250"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RwuD35hJbxA&hl=en&rel=0&color1=0x234900&color2=0x4e9e00&border=1"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/RwuD35hJbxA&hl=en&rel=0&color1=0x234900&color2=0x4e9e00&border=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="350" height="250"></embed></object>

<p># # #</center></p>

<p><br />
<strong>[4.6.2003]<br />
</strong>Ah, pressentir é mais ameno do que o intolerável agudo do bom. E que eu não esqueça, nessa minha fina luta travada, que o mais difícil de se entender é a alegria. Que eu não esqueça que a subida mais escarpada, e mais à mercê dos ventos, é sorrir de alegria. E que por isso e aquilo é que menos tem cabido em mim: a delicadeza infinita da alegria. Pois quando me demoro demais nela e procuro me apoderar de sua levíssima vastidão, lágrimas de cansaço me vêm aos olhos: sou fraco diante da beleza do que existe e do que vai existir. E não consigo, nesse adestramento contínuo, me apoderar do primeiro regozijo da vida.<br />
Mas vou esperar. Vou esperar comendo com delicadeza e recato, e avidez controlada, cada mínima migalha de tudo. Quero tudo, pois nada é bom demais para a minha morte, que é a minha vida eterna, que hoje mesmo já existe e já é.<br />
<p align="right"><em>PS: eu escrevi isso aos 19 anos!? 8|</em></p></p>]]></description>
         <link>http://www.simplesassim.com/blog/2008/06/sete_anos_de_blog_abrindoo_bau.php</link>
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         <category>pensamentos</category>
         <pubDate>Wed, 04 Jun 2008 05:28:14 -0200</pubDate>
      </item>
      
   </channel>
</rss>
