[15/3/07]
.tempo

.oi carmen

faz um tempo. muito tempo. espero que ainda esteja no mesmo endereço. espero que ainda queira ler minhas cartas. acredito que sim pois só você sabe como essas indas e vindas funcionam comigo. tentei voltar a escrever, mas não consigo, parece que toda a inspiração sumiu, ou virou coisa boba de adolescente que tira foto dos próprios pés e se acha um gênio. tenho olhado demais pra eles. mas não os fotografo.

após muita resistência resolvi cuidar de mim, e contar para as pessoas mais próximas que eu preciso ser cuidada. tenho medo da primeira consulta, preciso ainda escolher o médico. precisa ser o mais perto, mas não sei qual é. moro em goiânia mas nunca aprendi andar por aqui. nem sei se isso que faço aqui é morar. eu vago. e faz anos. nunca morei em lugar nenhum, e isso dói, cansa. cansei. e não preciso mais fingir a maior parte do tempo.

10:53 am

[17/10/06]

oi carmen.

ahhhhhhhh! eu acabo escrevendo uma hora ou outra né? mas então. estava eu aqui pensando com os meus botões (tão vô isso). caibo é uma palavra horrível de se falar, já a repeti em voz alta aqui no quarto umas cinco vezes. mas não tem outra. eu não caibo mais em mim. e ninguém nunca me disse que isso dói. é como aquela metáforas ridículsa de casulo, borboleta. e eu tenho pânico de borboletas. prato cheio pra uma psicóloga.
“você vai se formar em que mesmo?”

roteirista de filme que ninguém vê. essas coisas que aparecem na vida da gente. eu nem sabia o que eu fui fazer na faculdade. mas uma pergunta em forma de socorro foi respondida com um começo. é. pode ser. não dá é pra ficar dormindo. mesmo sendo ótima em sonhos.

eu acredito que tudo vai se acertar. de um jeito ou de outro. eu já gastei minhas opções de fuga.

beijo dona moça. prometo escrever mais.

11:02 pm

[16/9/06]

.tá carmen, eu confesso. passei a gostar de aniversário. pelo menos dos meus 27 anos eu não vou esquecer. da comemoração dois dias antes. o meu aniversário de mentira mais verdadeiro desse mundo. não posso esquecer dos abraços, dos sorrisos, dos parabéns, presentes, mentirinhas maternas pra guardar surpresa, estraga surpresas paterna na madrugada, telefonema de quem eu queria por perto, primas amadas, bebida chique e azul, show via celular de amigo querido, balinha, balão, pirulito, flash, fotos. saudade.

.agora é o dele. mas eu nem consigo chegar perto, nem dele nem do que ele fez pra mim.

3:00 am

[27/8/06]
.desaniversário

carmen, me diz uma coisa, por que eu tenho que gostar de aniversário? por que todas as pessoas que eu conheço adoram aniversário?
não me lembro do último aniversário que eu comemorei quando criança, lembro os da minha irmã, mas os meus, não me lembro de nada. lembro de um aos 12 ou 13anos e outros dois ou três que eu fiz churrasco na minha casa quando já tinha mais de 18.

aniversário pra mim sempre foi uma coisa triste. lembro de alguns que passei o dia chorando. lembro de outros em que ninguém lembrou. lembro de receber um telefonema dos meus pais.
ano passado foi até alguma coisa. ganhei abraços. ai, alguns que hoje tem uma importância gigante na minha vida. mas sempre que eu chego em casa fico meio melancólica, ou nostálgica.

queria só saber do que eu sinto saudades.

beijo carmen.

2:15 pm

[13/8/06]

sabe carmen, acho que me perdi.
e achei uma moça extremamente interessante nesse meio tempo.

inferno astral deveras interessante.

e eu odeio a palavra balada. e programas de rádio que levem esse nome.
por que em goiânia eu não consigo uma rádio que eu possa escutar 24 horas por dia? ás vezes meus arquivos musicais me cansam. pra isso eu descobri michael jackson.

dançar. acompanhar. ai.

12:08 am

[4/8/06]

é como uma dorzinha boa. aquela da tachinha no tênis. é bom querer começar. não repetir. nem dá. não só o cabelo mudou. as cores. até os olhares.
uma vez me perguntei quando a gente percebe que cresceu. uma das respostas era quando os amores se tornam pequenos demais.
na verdade a gente percebe que cresceu quando aprende que amor não se mede.

é fato. ainda escrevo pra carmen. mas cansei de dizer oi e mandar beijo. deixe isso pra quando a gente se encontrar.

2:12 am

[4/8/06]
.um metro

oi moça,

não sei se sou eu que escrevo pouco ou você que parece sem tempo pra ler. talvez eu tenha ficado chata no meio do caminho. talvez tenha gostado de guardar selos. selado. fechado. e eu pensei que tinha acabado. mas não dá. dorzinha boa. deixar embora e agarrar.

eu mudei mesmo. e não foi só o cabelo e o salto alto. que meus allstars não me escutem. mas salto alto fica bem em mim. mas ainda acho que baixinhas são mais abraçáveis.

escutar jotaquest no bar é coisa que só acontece com a gente. assim como a música que toca na hora de ir embora. um dia. é. tem tempo. a luz ainda entra pela janela. e é até mais bonita do outro lado.

beijo.

1:46 am

[2/8/06]
.entre risadas e shoyu

oi querida!

coisas surreasi sempre acontecem comigo. quem imagina a moça aqui num restaurante japonês se empanturrando? pois bem. isso aconteceu. acho que até passei da conta. a conta certa mesmo foram as risadas, abraços, carinho que eu não sentia fazia um tempo. amigo não dá pra trocar.
ai. além do presente da noite. com uma pitada de telefone. teve o presente do dia. já disse pro paulo que vou pendurar a foto dele ao contrário na parede só pras pessoas verem o que ele me escreveu. amado. tanto que eu queria apertar até esmagar.
algumas pessoas exercem o poder felícia em mim.
acho que vou deletar todas as minhas músicas e começar de novo. menos dmb. naturalmente.

beijo.

“não se afobe não que nada é pra já…”

10:52 pm

[2/8/06]
.um lembrete

prometo te escrever mais vezes. sinto falta. e não é só eu.
mas é estranho se perceber mais observada que o normal.

e eu não morri no final. final?

12:59 am

[11/7/06]
.telegrama

nunca desconfiar dos meus medos.
medo do que fica no lugar.
nunca achei que fosse fácil. só possível.

9:08 pm